sábado, 30 de agosto de 2014

casa tomada / cem anos de cortázar

Mais uma data em agosto. Cem anos de Julio Cortázar. Em homenagem e em lembrança, publicamos um dos seus contos mais conhecidos: "Casa Tomada", de 1947 e publicado no livro "Bestiário" de 1951.





Gostávamos da casa porque, além de ser espaçosa e antiga (as casas antigas de hoje sucumbem às mais vantajosas liquidações dos seus materiais), guardava as lembranças de nossos bisavós, do avô paterno, de nossos pais e de toda a nossa infância.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

sessenta anos atrás

o funeral de Getúlio Vargas
Há sessenta anos o presidente Getúlio Vargas pôs fim a sua vida em meio a uma enorme tensão política. Em 24 de agosto de 2010, este empório publicou um comentário junto com a Carta Testamento. Para lembrar o fato clique aqui

Abaixo, um vídeo com a leitura da Carta Testamento por Paulo Cesar Pereio.



domingo, 17 de agosto de 2014

"o mercado de notícias", uma ótima notícia

Uma ótima notícia é a estréia do premiado "O Mercado de notícias", de Jorge Furtado, diretor de vasta filmografia, entre eles O homem que copiava, Meu tio matou um cara e o ótimo e ainda atual curta (o filme é de 1989)  Ilha das Flores.
Com um humor sarcástico, Furtado abre um interessante e necessário debate sobre o papel da imprensa e o mote é uma peça escrita pelo dramaturgo inglês Ben Jonson, contemporâneo de Shakespeare, logo na fase inicial da imprensa. O roteiro intercala um diálogo instigante entre a peça, os "cases" apresentados e os depoimentos de vários jornalistas. São eles, Bob Fernandes, Cristiana Lôbo, Fernando Rodrigues, Geneton Moraes Neto, Janio de Freitas, José Roberto de Toledo, Leandro Fortes, Luis Nassif, Mauricio Dias, Mino Carta, Paulo Moreira Leite, Raimundo Pereira e Renata LoPrete.
Algumas afirmações são contundentes, como a de Janio de Freitas, que diz que “O jornalismo no Brasil é feito por empresas capitalistas interessadas no lucro, e não no futuro do jornalismo”, ou a de Bob Fernandes, "Não conheço nenhum caso recente de censura do Estado, que tanto temem. E eu conheço, e qualquer jornalista conhece, centenas de casos de censura feita pelos dono do meio de comunicação. Como é que as pessoas não dizem isso com todas as letras?, ou ainda a de Mino Carta, “A mídia brasileira é um partido político, mas escondendo-se por trás de uma suposta isenção, ao mesmo tempo em que elege escândalos e personagens a quem crucifica impiedosamente e outros de quem oculta ou relativiza os pecados.”
O paradoxo, "compreensível", é que a imprensa tem procurado ocultar este filme e a razão é que ele é, na sua essência, a favor do jornalismo e isso tende a incomodar quem vende mas não produz jornalismo. Em um ano eleitoral, esse debate se torna ainda mais imprescindível.
Imperdível! Veja o site: http://www.omercadodenoticias.com.br/




quarta-feira, 6 de agosto de 2014