terça-feira, 29 de dezembro de 2009

aula show

Fisguei, e coloquei nas duas postagens abaixo, dois de oito vídeos de uma das aulas shows de José Miguel Wisnik com as preciosíssimas participações de Arthur Nestroviski e Paula Morelenbaum (e também do Johnny Walker Red Label).
O caminho percorrido é Vinícius de Moraes, mas no vídeo Parte II (4/4) um atalho para Jorge Helder e Chico Buarque.
Vale muito assistir aos outros vídeos acessando
os links que completam a aula show:
Parte I (2/2) http://www.youtube.com/watch?v=ktXbVcSzu30&feature=related
Parte II (1/4) http://www.youtube.com/watch?v=mONtGbKMTUA&NR=1
Parte II (2/4) http://www.youtube.com/watch?v=QQERzPPRFEE&NR=1
Parte II (4/4) http://www.youtube.com/watch?v=r7u0D28RDI0&feature=related
Parte III(1/2) http://www.youtube.com/watch?v=ss35HZ4jTs8&feature=related
Parte III (2 / 2) http://www.youtube.com/watch?v=GUpgv72GFWc

palavra e música - parte II (3/4)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

depois de matisse, outros grandes mestres








Em São Paulo há sempre muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e nem sempre é possível acompanhar tudo. Mas, para os aficionados das artes, há mais duas exposições, além do Matisse - cuja exposição já falei um pouco abaixo -, com aberturas nesta semana que são imperdíveis. No Centro Cultural Banco do Brasil a exposição Vanguarda Russa, com obras de Malevitch, Kandinsky e Chagall, entre muitos outros. No Sesc Pinheiros a exposição do (mítico) fotógrafo Henri Cartier Bresson, mais um evento das comemorações do ano da França no Brasil.



1. Acima à esquerda, foto de Henri Cartier Bresson
2. Acima à direita obra de Kandinsky
3. À esquerda, obra de Chagall
4. À direita, obra de Maliévitch








terça-feira, 1 de setembro de 2009

saramago


Que pena! O Saramago está se despedindo do seu blog, “O Caderno de Saramago” cujo link há tempos coloco aí ao lado e no qual ele expressava quase que diariamente, desde o dia 15 de setembro de 2008, artigos com suas opiniões e reflexões pessoais. Abaixo, a sua despedida:
Despedida
Agosto 31, 2009 por José Saramago
Diz o refrão que não há bem que sempre dure nem mal que ature, o que vem assentar como uma luva no trabalho de escrita que acaba aqui e em quem o fez. Algo de bom se encontrará neste textos, e por eles, sem vaidade, me felicito, algo de mal terei feito noutros e por esse defeito me desculpo, mas só por não tê-los feito melhor, que diferentes, com perdão, não poderiam eles ser. Às despedidas sempre conveio que fossem breves. Não é isto uma ária de ópera para lhe meter agora um interminável adio, adio. Adeus, portanto. Até outro dia? Sinceramente, não creio. Comecei outro livro e quero dedicar-lhe todo o meu tempo. Já se verá porquê, se tudo correr bem. Entretanto, terão aí o “Caim”.
P. S – Pensando melhor, não há que ser tão radical. Se alguma vez sentir necessidade de comentar ou opinar sobre algo, virei bater à porta do Caderno, que é o lugar onde mais a gosto poderei expressar-me.

sábado, 22 de agosto de 2009

mutações: a experiência do pensamento

Já se vão mais de 20 anos, e o incansável professor Adauto Novaes continua atento aos dilemas que cercam a humanidade. “Os sentidos da paixão”, “O olhar”, “O desejo”, “Ética”, “Tempo e História”, “Rede imaginária – televisão e democracia”, “Artepensamento”, “A crise da razão”, “Libertinos/libertários”, “A descoberta do homem e do mundo”, “O silêncio dos intelectuais”, foram alguns dos temas abordados ao longo desse percurso, discutidos sempre por pensadores das mais diversas áreas: filósofos, sociólogos, artistas, cientistas, psicanalistas. A maioria dos ciclos foram publicados em livros.

Nesta semana teve início o ciclo de conferências “Mutações: a experiência do pensamento”, que reunirá 21 intelectuais em torno de um tema: “o que é pensar hoje?”.
Neste ano, além de Rio e São Paulo, o ciclo será levado também para Belo Horizonte e, em versão reduzida, para Brasília. “A experiência do pensamento” é o quarto ciclo dentro da série “Mutações”.
Em 2008 as conferências refletiam sobre as formas como a tecnociência transforma o corpo e a condição humana. Este ano os debates tratam do lugar do pensamento e dos próprios intelectuais num mundo em constante mutação. Novaes nos diz:— O momento que o Ocidente vive hoje não é uma crise, é uma mutação, provocada pela revolução científica e tecnológica. E essa revolução é diferente das anteriores, porque afeta o próprio homem. As conferências vão refletir sobre os impasses colocados nesse momento. E completa: A ciência e a técnica estão de um lado e o pensamento, de outro. A ciência não pensa, calcula; a filosofia pensa. No mundo contemporâneo, a técnica avança, mas o pensamento vai a reboque. Quando tudo pode ser calculado, o pensamento se torna superficial e há uma predominância do fato sobre o pensamento. O intelectual engajado desapareceu. A esfera pública mudou; a universidade, a imprensa e o poder mudaram. O intelectual não tem mais a palavra, não tem interlocutores. Assim, ele tende a desaparecer e ser substituído pelo técnico, que pode falar especificamente sobre um tema. Mas perde-se aquele que pode fazer a síntese.
Na conferência de abertura, quarta-feira em São Paulo, no auditório do SESC Av. Paulista, o professor de literatura e músico José Miguel Wisnik discorreu sobre o “pensar em pessoa”, trazendo o universo de Fernando Pessoa e seus heterônimos pensantes. “Sentir é compreender. Pensar é errar (“errar”, explica Wisnik, no sentido de errância, de fluxo). Compreender o que outra pessoa pensa é discordar dela. Compreender o que outra pessoa sente é ser ela.”¹
Nada poderia ser melhor para iniciar o ciclo. Um público absolutamente fisgado pelo Zé Miguel navegando no mar português de Fernando Pessoa.

¹De “Reflexões paradoxais, Obra em prosa, Nova Aguilar, 1982, p.37.

matisse na pinacoteca








A partir de 5 de setembro, a Pinacoteca de São Paulo será colorida por 80 obras do mestre (e rival de Picasso) Henri Matisse.
A mostra trará ainda, pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e papéis recortados dos artistas Cécile Bart, Christophe Cuzin, Frédérique Lucien, Pierre Mabille e Phillipe Richard, cinco representantes da arte contemporânea francesa. Imperdível!




sábado, 27 de junho de 2009

vermeer

Neste quadro, "A Leiteira", Johannes Vermeer - o mestre holandês que viveu no século 17 - nos apresenta uma cena do cotidiano. Cenas do cotidiano feminino eram basicamente o seu tema, sempre permeados por composições de luzes e sombras que nos remetem a uma atmosfera muito peculiar. Há quem o aponte como um pintor realista. Não vejo nada de real. Em Vermeer só vejo poesia.

domingo, 10 de maio de 2009

são vito

a rede



homem na escada

sábado, 9 de maio de 2009

fresta


uma fresta na porta é nossa quando do vento que há, um instante nos cerca

quando um matiz de luz leva os olhos pra além do pensamento

quando uma fisgada atravessa os insetos zumbindo

e o negro que nos cobre una a carne e a memória.