terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

sábado, 18 de fevereiro de 2017

o dia em que raduan enfrentou o guarda

O DIA EM QUE RADUAN ENFRENTOU A GUARDA

por Irajá Menezes

'Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil. Vivemos tempos sombrios'.
Do começo ao fim de seu discurso, Raduan Nassar se posicionou sem meias palavras contra o golpe e seus cães de guarda.
'Não há como ficar calado', concluiu.
Lendo sobre a atitude do nosso grande escritor, lembrei de uma história com o Roberto Freire, mas não esse, da triste figura de ministro golpista. Refiro-me a Roberto Freire o psicanalista-escritor-teatrólogo-novelista, criador da Somaterapia e pai daquele moço que toca viola que é uma maravilha.
Esse Freire de que vos falo, não muitos sabem, foi jurado de todos os concursos da chamada 'Era dos Festivais', no período entre 1965 e 1972.
Foi Freire, por exemplo, quem comunicou à produção da Record, em 66, que Chico Buarque não aceitava ganhar de 'Disparada' (e aí, "deu" empate entre 'A Banda' e a música do Vandré).
É importante lembrar que eram dois os grandes festivais que aconteciam anualmente na TV, um na Record e outro na Globo. O da Globo tinha duas etapas, a nacional e a internacional. As duas primeiras colocadas da primeira fase defendiam o Brasil no certame internacional.
No Festival da Globo de 1972 - aquele que teve 'Cabeça', de Walter Franco, 'Fio Maravilha' com Maria Alcina e 'Eu Quero é Botar meu Bloco na Rua' (desclassificada!!!), de Sérgio Sampaio - dias antes da final nacional, Solano Ribeiro, o diretor artístico, recebeu de Walter Clark (chefão da Globo) a seguinte instrução: 'Os militares mandaram você afastar a Nara do júri'.
(continua em mais informações)