Martin Javo e André Köhler, professores da EACH-USP, escreveram para a revista de arquitetura Vitruvius, na seção Minha Cidade, artigo sobre a "nova polêmica" da administração Fernando Haddad em São Paulo: os grafites nos Arcos do Bixiga.
Os arcos não foram pintados, razão pela qual o Compresp ( Conselho Municipal de Preservação do Patromônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) liberou as pinturas. O que foram pintados foram os muros de arrimo, que já foram pintados e repintados inúmeras vezes e voltarão a sê-los, já que o grafite é uma arte transitória. A discussão tem, é evidente, fundo político-partidário.
Os ódios fabricados fazem mal à saúde da cidade como já estão fazendo ao país.
O artigo pode ser lido aqui .
Em vez de falar do fotógrafo japonês Haruo Ohara, que chegou ao Brasil com 18 anos de idade acompanhando da família para trabalhar na lavoura, vamos apresentar algumas das suas fotos e indicar dois sites que retratam a sua trajetória. A página do Instituto Moreira Sales e a da Revista Zum que traz uma matéria citando uma outra matéria, do The New York Times cujo tema foi Ohara e também o ótimo documentário de Rodrigo Grota sobre o fotógrafo nipo-brasileiro.
A revista do Sesc nos ofereceu na edição de janeiro uma entrevista com o professor filósofo Peter Pál Pelbart, que sintetiza a vida contemporânea, enredada em suas conexões, seus processos de produtividade e os seus limites pré-determinados.
Este empório compartilha abaixo essa importante reflexão.
Peter Pál Pelbart
Crédito: Leila Fugii
Filósofo e professor fala sobre conexão, produtividade, modos de existência e mecanismos de controle na sociedade contemporânea Nascido na Hungria, Peter Pál Pelbart é filósofo, tradutor e professor titular de Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Entre outros livros, é autor de Da Clausura do Fora ao Fora da clausura: Loucura e Desrazão (Brasiliense, 1989), sobre a relação entre filosofia e loucura, e Vida Capital (Iluminuras, 2003), sobre a relação entre política e subjetividade. Sua obra mais recente é O Avesso do Niilismo – Cartografias do Esgotamento (n-1 edições, 2013), no qual mapeia as zonas de esgotamento no mundo contemporâneo e propõe uma política orientada pelo desejo. Nesta entrevista, Peter Pál fala sobre estes e outros temas ligados à vida contemporânea: “Sou a favor de que haja interrupções nesse trem louco que vem vindo há muitas décadas numa velocidade crescente e nos obriga a mobilizar toda a nossa energia com finalidades cada dia mais desconhecidas e inúteis. Enquanto não se frear esse trem, não será possível inventar finalidades outras que não a produção pela produção, o lucro pelo lucro e essa espécie de racionalidade capitalista que nos enlouquece literalmente”.