sábado, 23 de junho de 2007




cidade de azul noturno
posta-se sobreposta em silhuetas
em reflexos de poças d’água
por espectros prédios dissimulados
[ponho-me em sombra]
pequenos os olhos que crispam
vaga-lumes elétricos
e corrompem o ar no breu que nos aconchega
como um manto que não acalenta
mas que nos enlevam em anjos
o seu orvalho

5 comentários:

Cel Bentin disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cel Bentin disse...

o azul sempre amanhece amanhã; o que dissimula [o] concreto, se perde nas poças, ainda que se possa, através delas, tentar ler um trecho das verdades de vago lume e mistério... foi o que li, por dentro do sem fundo dessa noite rasa, defronte a cena orvalhada, na vista dum anjo sem asas...

delícia de texto, César! Paz, bem e produções plenas de ti pra nós, Amém!

Gê Cesar de Paula disse...

Esperava você pra inaugurar este empório. Sente-se e fique à vontade; peça mais uma e se eu não estiver por aqui, tome conta da casa.
Se achegue cel!!

Marcel disse...

Delícia a tua acolhida, irmão! Parabéns pelo teu espaço, aconchegante que só! Bom ver seus textos ganhando asas e partindo soltos da tua prancheta-biblioteca! Fi-caqui aquele abraço e a dica de mais um blog bacana: www.jaz-mim.blogspot.com

Sergio disse...

Cesar

Gostei muito do conteúdo do seu blog, embora ainda não tenha tido tempo suficiente para lê-lo (e desfrutá-lo) calmamente (coisas da modernidade, falta de tempo e um cansaço quase que ininterrupto...).
Li os comentários que você deixou no podcasting "Ondas Raras", valeu, tio!

abraços

Sergio