domingo, 18 de setembro de 2016

ópera-bufa

A ópera-bufa, um gênero teatral italiano já percebido lá pela metade do século 18, em que os atores variam as suas interpretações cênicas entre uma espécie de cômico rasgado e o cômico dramático, foi atualizado esta semana por jovens procuradores do Ministério Público Federal aqui no Brasil. Os meninos viraram sucesso nacional. Desempenharam a arte do malabarismo contorcionista e tentaram encaixar peças que não cabiam nos compartimentos preparados. O que se encaixa perfeitamente para o episódio, é a velha expressão “seria cômico se não fosse trágico”.

Bom, tudo isso porque o estágio do golpe agora segue para a cartada final: tirar o ex-presidente Lula do páreo para a próxima eleição e, mais do que isso, desconstruir a sua imagem e colocar no lugar uma outra, carrancuda, sinistra, criminosa.

Seria mais fácil se o ex-presidente fosse outra pessoa. Em 21 de agosto aqui, fizemos uma exercício de imaginação. O golpe na presidenta eleita ainda não havia recebido a sua martelada fatal mas o exercício de imaginação já estava lá. Pousamos nele, agora, apenas um helicóptero para compor melhor a cena.

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