Eu não sei se há esperança para a humanidade. Às vezes desconfio que não. Mas há Esperanza. Esperanza Spalding, a espetacular cantora e contrabaixista estadunidense que aprendeu a língua portuguesa por admirar a música brasileira. Volto a falar dela porque acabo de assistir à sua apresentação no Sesc Pinheiros ao lado do grande compositor Guinga. Show impecável!
Em 13 de maio de 2012 eu postei há esperanza . Fica o convite.
domingo, 19 de janeiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
rolezinho, por eliane brum

Reproduzimos
abaixo, do El País, versão em português, o artigo de Eliane Brum, e a
entrevista com o antropólogo Alexandre Barbosa Pereira que partem do que ficou
conhecido nessa virada do ano por "rolezinho"
Do El País
Do El País
por
Eliane Brum
Os novos “vândalos” do Brasil
O rolezinho, a novidade deste Natal, mostra que, quando a juventude pobre e negra das periferias de São Paulo ocupa os shoppings anunciando que quer fazer parte da festa do consumo, a resposta é a de sempre: criminalização. Mas o que estes jovens estão, de fato, “roubando” da classe média brasileira?
O Natal de 2013 ficará marcado como aquele em que o Brasil tratou garotos pobres, a maioria deles negros, como bandidos, por terem ousado se divertir nos shoppings onde a classe média faz as compras de fim de ano. Pelas redes sociais, centenas, às vezes milhares de jovens, combinavam o que chamam de “rolezinho”, em shopping próximos de suas comunidades, para “zoar, dar uns beijos, rolar umas paqueras” ou “tumultuar, pegar geral, se divertir, sem roubos”. No sábado, 14, dezenas entraram no Shopping Internacional de Guarulhos, cantando refrões de funk da ostentação. Não roubaram, não destruíram, não portavam drogas, mas, mesmo assim, 23 deles foram levados até a delegacia, sem que nada justificasse a detenção. Neste domingo, 22, no Shopping Interlagos, garotos foram revistados na chegada por um forte esquema policial: segundo a imprensa, uma base móvel e quatro camburões para a revista, outras quatro unidades da Polícia Militar, uma do GOE (Grupo de Operações Especiais) e cinco carros de segurança particular para montar guarda. Vários jovens foram “convidados” a se retirar do prédio, por exibirem uma aparência de funkeiros, como dois irmãos que empurravam o pai, amputado, numa cadeira de rodas. De novo, nenhum furto foi registrado. No sábado, 21, a polícia, chamada pela administração do Shopping Campo Limpo, não constatou nenhum “tumulto”, mas viaturas da Força Tática e motos da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) permaneceram no estacionamento para inibir o rolezinho e policiais entraram no shopping com armas de balas de borracha e bombas de gás.
(segue em "mais informações")
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
rolezinho gente fina
Os Frias, os Mesquitas, os Civitas e os Marinhos nem perceberam este "rolezinho" dos alunos da FEA-USP.
domingo, 5 de janeiro de 2014
solaris e 2001
Aproveitei os feriados para rever duas grandes obras do cinema. Refiro-me à 2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, de Stanley Kubrick e SOLARIS, de Andrei Tarkovsky. Nas ocasiões em que assisti a esses filmes, elas ocorreram com grande intervalo de tempo entre um e outro filme. Desta vez assisti-os quase que na sequência, tendo uma apreensão diferente da que tive anos atrás.
"2001" é de 1968 e "Solaris" de 1972 e - ainda numa atmosfera de um mundo em Guerra Fria - "Solaris" foi recebido como uma resposta soviética à "2001". Bobagem. São duas obras que, se não são antagônicas, partem de princípios diferentes. Kubrick, a grosso modo, trata do espaço exterior, em que apresenta os paradoxos de uma arquitetura de pensamento e ações humanas que levam a consequências de difíceis soluções. Tarkovsky faz um caminho inverso, que não
necessita de grandes efeitos visuais, já que a viagem é ao nosso interior, com todas as complexidades que isso possa supor. É um filme de caráter psicanalítico. Como toda a obra do diretor russo, - o maior entre todos, para Ingmar Bergman - ele exige muito do espectador mas o recompensa ao final.
Após rever os dois filmes, apareceu, quase que inevitavelmente, a tentação de fazer pesquisas na internet. Muitas curiosidades, entre elas, a de que a trilha sonora de "2001" seria do Pink Floyd. Há um texto interessante no Omelete, blog de cinema, que tenta destrinchar algumas passagens do filme e que conta essa história do Pink Floyd. Vendo hoje, seria difícil imaginar o filme sem o poema sinfônico composto por Richard Strauss baseado no livro "Assim Falou Zaratustra" de Nietzsche.
Mas há dois links que faço questão de compartilhar. Este , alegoricamente, percorre o filme de Kubrick de maneira interessante, ainda que, evidentemente, com as suas subjetividades. A outra, esta , mais do que um artigo, um estudo sobre "Solaris" do hoje professor da UNESP e escritor Giovanni Alves.
"2001" é de 1968 e "Solaris" de 1972 e - ainda numa atmosfera de um mundo em Guerra Fria - "Solaris" foi recebido como uma resposta soviética à "2001". Bobagem. São duas obras que, se não são antagônicas, partem de princípios diferentes. Kubrick, a grosso modo, trata do espaço exterior, em que apresenta os paradoxos de uma arquitetura de pensamento e ações humanas que levam a consequências de difíceis soluções. Tarkovsky faz um caminho inverso, que não
necessita de grandes efeitos visuais, já que a viagem é ao nosso interior, com todas as complexidades que isso possa supor. É um filme de caráter psicanalítico. Como toda a obra do diretor russo, - o maior entre todos, para Ingmar Bergman - ele exige muito do espectador mas o recompensa ao final.
Após rever os dois filmes, apareceu, quase que inevitavelmente, a tentação de fazer pesquisas na internet. Muitas curiosidades, entre elas, a de que a trilha sonora de "2001" seria do Pink Floyd. Há um texto interessante no Omelete, blog de cinema, que tenta destrinchar algumas passagens do filme e que conta essa história do Pink Floyd. Vendo hoje, seria difícil imaginar o filme sem o poema sinfônico composto por Richard Strauss baseado no livro "Assim Falou Zaratustra" de Nietzsche.
Mas há dois links que faço questão de compartilhar. Este , alegoricamente, percorre o filme de Kubrick de maneira interessante, ainda que, evidentemente, com as suas subjetividades. A outra, esta , mais do que um artigo, um estudo sobre "Solaris" do hoje professor da UNESP e escritor Giovanni Alves.
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