domingo, 21 de agosto de 2011

compagnie philippe genty - voyageurs lmmobiles (viajantes imóveis)

Um maravilhoso acaso me direcionou para o Teatro Municipal (de São Paulo) em 15 de julho passado que me colocou diante de um segundo acaso: um casal com um ingresso sobrando para um espetáculo cujos ingressos haviam se encerrados há dias. Tratava-se da Cia. francesa Philippe Genty, que eu não conhecia e que me supreendeu como um dos melhores espetáculos que eu vi. Abaixo, uma pequena amostra da parte final da apresentação. Mais abaixo um texto tirado do sítio http://www.midiorama.com.br/



Há mais de três décadas a conceituada Companhia Philippe Genty é responsável por fantásticas criações multidisciplinares, nas quais mistura teatro, dança, música e marionetes. O trabalho é baseado na relação entre o corpo e diferentes objetos, e explorada através de uma linguagem visual original e tocante. As criações da célebre companhia francesa pertencem ao mundo do sonho, onde atores e bailarinos, manipulando marionetes e objetos de várias dimensões, surgem em cena tecendo histórias diante dos olhos do público.

Na criação de seus espetáculos, Genty mantém a exploração da linguagem visual que é a mais marcante característica de sua companhia, refletindo o conflito do homem contra si mesmo e onde a “cena” é o próprio ”inconsciente”.


Na forma de um sonho, o espetáculo não mostra a psicologia de personagens clássicos, “o intuito é mexer com as nossas paisagens interiores, tirar das profundezas de nossos medos essas esperanças selvagens, as vergonhas por desejos reprimidos, esses espaços sem limites, enfrentando o impossível, produzindo choques visuais”, diz Genty.

Em “Viajantes Imóveis”, o espectador deixa de ser um mero observador passivo de um drama ou de uma comédia. Ele é atraído para uma viagem através de uma série de quebra-cabeças, cada um produzindo uma impressão diferente, um eco de suas próprias perguntas ou simplesmente fazendo-o mergulhar em uma desordem inquietante.

No palco, a arte de Genty cria uma ilusão visual, onde os espectadores não sabem se os bonecos estão dando vida aos atores ou vice-versa. Com Genty, os objetos e materiais têm uma alma. Eles representam as nossas paisagens interiores, com nossos momentos de loucura, conflitos e monstros internos. Tudo é possível.

O cenário nunca é realista e está em constante mutação, a idéia, segundo Genty, “é deixar sempre o campo aberto para a imaginação do espectador”. Os personagens surgem em cena – o lugar do inconsciente – para se transformarem, evoluírem e desaparecerem.

Genty começou a imaginar o espetáculo durante uma passagem pelo deserto do Baluquistão, no Paquistão, em 1962




Nenhum comentário: